domingo, 6 de janeiro de 2013

NA Galeria/Oficina do Colectivo f4 - EM 5 DE JANEIRO
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 foto - LUIS RAPOSO
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 foto - LUIS RAPOSO
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 foto - LUIS RAPOSO
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foto - LUIS RAPOSO
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sábado, 5 de janeiro de 2013

PORTO - JARDIM da CORDOARIA #4
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - RUA GUEDES de AZEVEDO
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - ESTAÇÃO da TRINDADE
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - RUA de GONÇALO CRISTÓVÃO
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - RUA do BONJARDIM
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Foto - LUIS RAPOSO
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HOJE, na GALERIA/OFICINA do Colectivo f4
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às 16 horas na Rua do Ferraz, 22 - Porto
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

800 ISO: Libro electrónico I

800 ISO: Libro electrónico I: Open publication - Free publishing - More photography
PORTO - JARDIM da CORDOARIA #3
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - PASSEIO das VIRTUDES
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - JARDIM da CORDOARIA #2
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - RUA de SÁ da BANDEIRA
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - CALÇADA da PÓVOA
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foto - LUIS RAPOSO
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PORTO - RUA de SANTA CATARINA
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foto - LUIS RAPOSO
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GS
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foto - LUIS RAPOSO
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PÁTIO GS
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foto - LUIS RAPOSO
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ESCADAS GS
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foto - LUIS RAPOSO
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PORTO - JARDIM da CORDOARIA
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - RUA dos CALDEIREIROS
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foto - LUIS RAPOSO
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

TERMINOU 2012!
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E com ele terminou também a publicação em papel da revista "La Fotografia"...
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Una suave despedida.

A lo largo de sus 23 años de trayectoria la revista "La Fotografía Actual" ha vivido momentos difíciles, eufóricos, momentos de plenitud y serena felicidad, y así podríamos continuar hasta completar las múltiples experiencias y ánimos que conforman cualquier vida.

De todos los vividos, sin duda el más duro es éste, en el que la revista "La Fotografía Actual" se dejará de editar temporalmente en el formato papel de siempre. 
Sí, habéis leído bien, y aunque la sorpresa que sentiréis no podamos compartirla, sabemos que compartimos la misma tristeza.

Queridos lectores, colaboradores, simpatizantes y allegados, tras meses de resistencia, de esfuerzo y de búsqueda de salidas posibles a esta desoladora situación económica que vivimos, nos hemos visto obligados a aceptar la realidad y proceder al ritmo que marcan los números, muy diferente, como suele pasar, al del corazón.

Mucho más allá de sus 152 números, con sus decenas de kilos de peso o sus cientos de páginas impresas, "La Fotografía Actual" es una parte de la vida de su equipo, es la ilusión en un proyecto apasionante, la suma de infinitas y valiosas aportaciones, la pasión compartida con miles de personas por el arte de la luz, infinitos momentos de complicidad, de emoción…Inacabables recuerdos que no se olvidarán nunca, el cariño y amistad de muchos de vosotros y, sobre todo, vuestras imágenes en nuestras retinas.

Con la convicción de su regreso, sabemos que con el inicio de este paréntesis se cierra un ciclo, se acaba una época. El sector fotográfico y editorial ha vivido en estas dos décadas una evolución muy profunda, con un cambio sustancial en las formas, contenidos y usos. Y, no dudamos que los próximos años traerán nuevos cambios y  perfilarán un nuevo horizonte en el que esperamos estar presentes.
Os agradecemos enormemente que hayáis estado ahí todo este tiempo, sin vosotros, esta maravillosa aventura, jamás hubiese sido posible.

¡Hasta siempre!
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O FIM DE UM CICLO
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Em 2012, hoje pelas 24 horas locais, termina muita coisa. De algumas que por aqui se ficam, vou ter saudades. De outras, recebo a notícia com alegria, pois estavam por cá há tempo demais. 2013 não nos trará aquelas coisas boas que todos desejamos, mas haja esperança e força de vontade para que consigamos aniquilar o tumor maligno que nos corrói o optimismo...
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Os Blogues "1 nada + ao lado", o "efequatro" e o "FÉNIX fotografia", terminam o seu percurso...
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E... parece, que o "Ciclo de Abril" está em vias de terminar.


Portugal ainda tem o mesmo regime democrático mas transformado numa palhaçada, tem a mesma Constituição da República mas aquele que jurou respeitá-la e fazê-la respeitar parece ignorar as obrigações do mandato que os portugueses lhe confiaram, tem um Ministério Público responsável pela defesa da democracia mas está nas mãos de um estranho sindicato e a Ministra da Justiça até ameaça tudo e todos com um suposto fim da impunidade.

pelo menos, assim se pode ler no "post" de
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E, porque isto não são só tristezas, termino transcrevendo a 15ª recomendação do Miguel Sousa Tavares no Expresso de sábado último:

Enfim, depois da meia-noite, dos saltinhos das passas, dos telefonemas, dos beijinhos e abraços, vá ver o seu Twitter e o seu Facebook: além dos 234 likes de novos amigos a responder à sua mensagem de bom ano, talvez lá encontre também um twit da Laura e do Pedro e um post do Aníbal. A Laura e o Pedro vão garantir que 3013, perdão, 2014, ou, melhor, 2015, vai ser um ano de retoma, depois do sucesso do processo de ajustamento. E o Aníbal vai recordar que já tinha avisado que, a seguir a 2012, vinha 2013.
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Tenham todos um 2013 muito feliz.
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PORTO - RUA ALEXANDRE BRAGA #2
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - RUA ALEXANDRE BRAGA
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foto - LUIS RAPOSO
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Mostra Colectiva de Fotografia
Na Galeria Geraldes da Silva

"In the shade of time" de Alexandre Manuel,
"A tradição do nu" de Rúben Garcia,
"Persona" de João Cruz
e
"Secret woods" de Rita Stravinsky.

Inauguração no próximo dia 05 de Janeiro às 16:00h
Patente até 31 de Janeiro

ESPAÇO do COLECTIVO f4
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foto - HIPSTAMATIC PORTUGAL
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"Que estranho!?..."
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foto - LUIS RAPOSO
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COISAS da MÚSICA
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foto - LUIS RAPOSO
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KAPA
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Em 1991, a saudosa revista K, publicava uma entrevista ao investigador Augusto Mascarenhas Barreto, que me apetece partilhar convosco neste último dia de 2012.
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A meio diz-se assim:


Mascarenhas Barreto:  A Comissão dos Descobrimentos está preocupadíssima com o facto de o meu livro poder perturbar as relações subservientes e de sujeição em relação aos interesses espanhóis, italianos e de toda a CEE. E com a característica que têm os portugueses de há uns anos para cá, de se agacharem sempre, sistematicamente, puseram-se de gatas perante os estrangeiros. Vêem que os estrangeiros estão a tornar-se donos do país, mas não se importam, porque têm também as suas Comissões, têm os seus interesses. E depois, o Portugal que fica é o dos outros, não lhes interessa nada. Este, é o problema. Sob o aspecto cultural, passa-se o mesmo. 
Estão a fazer o jogo do estrangeiro, permitem ser insultados. Consentem que digam que nós não sabíamos navegar, que foram os espanhóis e os italianos que nos ensinaram a fazê-lo. Para eles está tudo bem; não lhes interessa que digam que o nosso rei D. João II era um ignorante e que deixou que Colombo fosse para ocidente, por não saber que a terra era redonda, quando o próprio emblema de D. João II é a esfera armilar (que está hoje adoptada pelos espanhóis como símbolo da Exposição Universal que eles vão ter em Sevilha). Os espanhóis é que ainda precisaram de sete anos para ver que o mundo era redondo... E como curiosidade, é bom saber que os desgraçados dos arquitectos do pavilhão português dessa Exposição Universal, consideraram "uma saloiice" a utilização dos símbolos portugueses, a esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo, no pavilhão de Portugal. São a degradação da arquitectura simbólica. Mas, evidentemente, essa gente está muito bem enquadrada na escumalha da Comissão dos Descobrimentos. 

K:  Mas, ao não apoiar o sucesso evidente do seu livro pensa que o governo português ou, de forma mais abstracta, "o aparelho de Estado" está a proceder conforme interesses que não são os nossos?

Mascarenhas Barreto:  Em relação aos nossos interesses culturais, o Governo não está a fazer absolutamente nada! 

K:  E o que é que nós podemos fazer para sensibilizar o Governo da República para as questões que o seu livro levanta? 

Mascarenhas Barreto:  Temos apenas de rezar para que eles sejam honestos, porque o problema da história do Colombo é só um problema de verdade. Ora, estes homens agarraram-se a um dogma fraudulento, e batem-se por ele para manter apenas o "tacho", a posição que adquiriram. Deve ser mesmo o único país do mundo em que os serviços culturais responderam, por carta, ainda há pouco tempo, ao comandante José Martins (um oficial de Marinha que perguntou à SEC por que razão é que não tomavam uma posição em relação ao meu livro), que não tinham ninguém para bem avaliar o meu livro! E, mais, diziam que ficavam à espera que os estrangeiros se manifestassem sobre este assunto. 
Tal é a Secretaria de Estado da Cultura deste país! Portanto, não há nada a fazer, Portugal é uma anedota, e uma anedota trágica, porque acabou. É um país em que se fazem todos os esforços para que um dia os nossos filhos e os nossos netos fiquem a engraxar as botas aos estrangeiros. Eis o programa aparentemente estabelecido.  
A História, em Portugal, constitui a única coisa da qual os portugueses se podem orgulhar, e até isso estão a conspurcar... É o que me indigna. 

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Retirado da Revista Kapa
In K, nº 5, O último descobrimento, Pedro Ayres de Magalhães, Fevereiro 1991
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PORTO - AVENIDA da BOAVISTA
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - VIA do CASTELO do QUEIJO
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foto - LUIS RAPOSO
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domingo, 30 de dezembro de 2012

IMPERDÍVEL!
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QUERIDOS PEDRO & LAURA
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PORTO - RUA 5 de OUTUBRO
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foto - LUIS RAPOSO
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PORTO - RUA MOUZINHO da SILVEIRA
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foto - LUIS RAPOSO
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sábado, 29 de dezembro de 2012

MARTINE JOLY
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"INTRODUÇÃO À ANÁLISE DA IMAGEM"
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Para quem gosta de ler umas coisas, este livro está disponível em PDF no link indicado a seguir.

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A IMAGEM DO BANAL
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Num dos meus últimos passeios elos blogues que se preocupam com a fotografia, descobri no http://tramafotografica.wordpress.com/, o texto que transcrevo a seguir. Um ponto de vista que merece alguma atenção.
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Analisar uma imagem é muito mais do que simplesmente reconhecer o seu traço. É preciso entender as estéticas fotográficas.

Vou partir de um conceito – de entre os muitos possíveis – de que a fotografia antes de mais nada, pertence à esfera da comunicação e não da arte. Está na sua ontologia, no seu DNA, na intencionalidade de quem a inventou.

Qual a função da imagem fotográfica?
Partimos de uma premissa explicitada por Andre Rouillé: “as fotografias não documentam objectos ou pessoas, mas documentam situações e representações”. Devemos portanto, compreender a criação fotográfica dentro de um contexto sócio-histórico.

Há tempos, a semiótica já nos ajudou a compreender que o significado das mensagens fotográficas é culturalmente determinado e a sua recepção necessita de códigos de leitura.

Neste caminho contarei com a ajuda de autores como Umberto Eco (Os limites da Interpretação); Laurent Gervereau (Histoire Du visuel ao XX si`ecle); Lorenzo Vilches (La Lectura de la Imagen); Martine Joly (A Imagem e sua Interpretação); Giuseppe Mininni (Psicologia Cultural da Mídia); Oliver Sacks (O olhar da Mente); Ian Jefrrey (How to Read a Photography); Alberto Manguel (Lendo Imagens); Luciano Trigo (A Grande Feira) e Charlotte Cotton (A fotografia como arte contemporânea).
Diz Martine Joly: “como existem diversos tipos de imagens, existem inevitavelmente diversos tipos de interpretações. Nenhuma mensagem, seja ela qual for, pode arrogar-se numa interpretação inequívoca”.
Mesmo assim, devemos também lembrar (Umberto Eco) que “a interpretação de uma obra não é ilimitada, existem regras de funcionamento”.

É também inegável que muitas vezes somos reféns dos nossos próprios olhos e do nosso referencial teórico e repertório cultural. Muitas vezes, antes de interpretar uma imagem eu já criei um significado. Claro que isso não significa que ele permanece imutável. Mais uma vez recorremos a Joly: “em que medida a nossa interpretação está já em parte construída, mesmo antes de termos acesso às mensagens visuais em concreto?”
Interpretar é conferir sentido. O contexto sócio-histórico de alguma maneira já nos “condiciona” a uma determinada interpretação: “o reconhecimento de representações pode requerer uma espécie de aprendizagem, a compreensão de um código ou a convenção além daqueles necessários para compreender os objectos”, relata Oliver Sacks.

A grande dificuldade que temos, é afirmar categoricamente que linha devemos seguir para interpretar as mensagens visuais.

Martine Joly apresenta-nos esta multiplicidade: conhecimento (formas que o homem dispõem para se conhecer e conhecer seu o ambiente); percepção (teoria da revelação do mundo); recepção (teoria da recepção das obras); leitura (semiologia/semiótica) e interpretação (os limites): “durante anos privilegiou-se o autor, em seguida  a obra para terminarmos com o espectador”. Todos estes conceitos, na verdade, podem ser resumidos num único: ler imagem e atribuir significados.

Interpretar é criar um ritmo, uma leitura possível, atribuir sentido e significado para aquilo que foi construído imageticamente.
Lembramos o que já sabemos: o carácter ambíguo da fotografia. Seguindo as linhas teóricas da semiótica e pensando na fotografia como vestígio do real (portanto indiciária), ela afirma a existência, mas por ser representação ela é sempre uma ficção.

Aqui, quem nos ajuda é o Alberto Manguel: “…a existência passa num rolo de imagens que se desdobra continuamente, imagens capturadas pela visão e realçadas ou moderadas pelos outros sentidos, imagens cujos significados (ou suposição de significados) varia constantemente configurando uma linguagem feita de imagens traduzidas em palavras e das palavras traduzidas em imagens, por meio das quais tentamos abarcar e compreender a nossa existência”. Portanto, estamos na área dos símbolos, sinais, mensagens, alegorias: “a imagem dá origem a uma história que por sua vez dá origem a uma imagem”. Mudanças de pontos de vista, mudanças de interpretações.

A partir destas premissas tentamos compreender a construção da fotografia contemporânea e as suas problemáticas. 
Começamos com uma frase do pintor Kandisky e que também inicia o livro de Luciano Trigo “A grande Feira”: “Cada época cria uma arte que lhe é própria e que nunca renascerá”. Parece que a arte própria da nossa época é aquela conseguida por meio da imagem fotográfica. A fotografia está na moda: todos falam sobre fotografia, sucedem-se festivais por todo o lado, abrem cursos académicos permanentemente, são mostradas fotografias constantemente. Mesmo assim, parece que ainda existe um vácuo, um grande vazio sobre o pensar fotografia.
Discussões giram sempre à volta de clichés do tipo: “hoje toda gente fotografa”, “hoje qualquer um é fotógrafo”… Ora isso acontece desde a invenção da fotografia. Não é nenhuma novidade. A novidade é que se fala mais sobre isso.  E qual é o problema por toda a gente fotografar? Alguém ficaria triste se o mundo fosse alfabetizado? Se soubesse ler e escrever? Qual é o problema? Reserva de mercado? Esquecem-se que quanto mais as pessoas fotografarem maior será sua a capacidade de alfabetização visual, de saber compreender a dificuldade em fazer uma imagem. Nem toda a gente que sabe ler e escrever é Machado de Assis.  O que deveriam dizer os cineastas então, quando agora qualquer fotógrafo acha que pode fazer um vídeo? Um filme? E muitos de péssima qualidade sem a menor linguagem cinematográfica? Sim, fotografa-se muito hoje, mas nunca se viu tão pouco.
O que estamos vendo? Qual o papel da fotografia? Construções artísticas (no sentido mais amplo desta palavra) ou atendimento a um mercado das galerias? Como ler e interpretar uma imagem hoje?

Ainda referenciando o livro do Luciano Trigo, lemos logo nas primeiras páginas: “o sonho de qualquer jovem artista é ser absorvido pelo sistema, ter conotação internacional, expor nas galerias e museus da moda aparecer nos média”. E é isso que vemos hoje; curadores e professores referenciando obras que eles mesmo cultivam, criadores de fogos de artifício.

Sempre as mesmas pessoas nos mesmos lugares, um ou dois curadores da moda no máximo, que nos obrigam a ver sempre as mesmas obras das mesmas pessoas.
Por outro lado é bem verdade que nunca se falou tanto sobre fotografia. Diz Charlotte Cotton: “estamos a viver um momento excepcional para a fotografia, pois hoje, o mundo da arte acolhe-a como nunca o fez e os fotógrafos consideram as galerias e os livros de arte o espaço natural para expor seu trabalho”.

Repetimos a pergunta, o que estamos vendo? “A percepção não se separa da compreensão. Todo o acto de ver implica saber o que se vê”, ensina Lorenzo Vilches.

Portanto, embora uma imagem possa remeter ao visível, tomar alguns traços emprestados do visual, sempre depende da produção de um sujeito. Lê-la não é tão natural como parece: “O facto de o homem ter produzido imagens em todo o mundo, desde a pré-história até aos nossos dias, faz com que acreditemos ser capazes de reconhecer uma imagem figurativa em qualquer contexto histórico e cultural. No entanto, deduzir que a leitura da imagem é universal, revela confusão e desconhecimento”(Martine Joly).

Ler uma imagem da contemporaneidade é tentar compreender a demanda de produção, a falta de  substância ou espessura por trás de uma imagem ou que leva muitos críticos a criarem definições como a estética inexpressiva nascida nos anos 50 na escola alemã; ou “imagens de alguma coisa”, fotografias que nascem do mero encontro casual; ou a “fotografia de consequência”, a que se liga mais ao documental. “Fotógrafos que desconstroem o fotojornalismo, fotografando temas ligados à imprensa mas com um olhar artístico”.

Ler uma imagem contemporânea é compreender que já ninguém quer ser fotógrafo hoje em dia, todos querem e se auto-denominam artistas. Mas ao mesmo tempo que procuram criar novas estéticas, a fotografia – sempre independente – transforma-se hoje pela mão destes artistas na imagem do banal, numa “fotografia sem qualidade”, como afirma Dominique Baqué fazendo referencia ao livro de Musil “Um homem sem qualidade”. 

A arte do banal.
A fotografia volta  a ser a arte de expressão de massa por excelência.
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