sexta-feira, 2 de outubro de 2026
EDITAR UM LIVRO FOTOGRÁFICO É UMA FORMA DE PASSAR DO VIRTUAL PARA UM ESTÁDIO SUPERIOR
Porquê a auto-edição de um Foto-livro? Em primeiro lugar, porque se tem o sonho de fazer um foto-livro e não encontra uma editora que valide ou financie o seu projecto, isso não o deve impedir nem apagar esse entusiasmo em momento algum. Em segundo lugar, porque o fotógrafo assume o controlo absoluto de todo o processo, transformando-se em autor, designer, editor e distribuidor — algo que é tão belo quanto complexo. Mas, de qualquer forma, é algo extremamente apaixonante, interessante e empolgante. Nem imaginam o quanto vão aprender e ler sobre o assunto. Bem, a primeira coisa é ter o projecto bem definido: sobre o que será o seu projecto e, claro, que fotografias o irão compor. Imprimo-as numa fotocopiadora comum, em papel corrente, e depois começa o processo de experimentar diferentes arranjos até criar a sua história — aquilo que quer contar ou insinuar. Esta é a minha parte favorita: insinuar para que o espectador (neste caso, o leitor) construa parte da história. Trata-se de dispor as fotografias em sintonia, de modo a que uma conduza à outra; criar uma sequência de imagens para chegar a uma ideia, a um conceito ou a uma narrativa. É algo muito pessoal; certamente já se deparou com foto-livros em que não se apercebeu dessa sintonia — talvez porque o autor optou por organizá-los de outra forma — mas que, no seu conjunto, são livros maravilhosos. Também pode contratar um editor ou um designer para realizar esta etapa, mas, no final, tenho sempre a sensação de que estão a contar a história ou a interpretação *deles*, e não a sua — embora isto seja apenas uma opinião. Os editores e designers são especialistas e profissionais nesta parte da criação de foto-livros. Depois, passamos para a paginação; como já referimos, o melhor programa para tal é o Adobe InDesign. Este processo é maravilhoso, pois deixa a janela da nossa imaginação aberta. Pode optar por algo muito simétrico e linear, mas eu gosto de assimetria e de grandes espaços em branco — que não são mais do que silêncios, pausas para o leitor...

















































